Hora Certa

Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de março de 2009

iPhone 3.0 sem novidades oferece apenas o padrão do mercado

Depois da novidade vem a cobrança. Enquanto o iPhone reinava livre no mercado, como o primeiro celular multitouch e com ótimo uso da interface sem botões físicos, poucos questionavam suas ausências gritantes e injustificáveis: copiar-e-colar, MMS, gravação de vídeos, tethering, Bluetooth estéreo…

Quase dois anos depois, a realidade é outra. Praticamente todos os grandes fabricantes do mercado têm celulares com interface sensível ao toque à venda e um, em particular, começa a fazer barulho antes mesmo de chegar às lojas. É o Palm Pre, que você conhece bem aqui do Futuro.vc, não por acaso. É minha aposta para o início de uma nova geração.

À Apple cabia chamar o barulho para si, como bem sabe fazer, na apresentação de hoje da versão 3.0 do firmware do iPhone. Falhou feio ao prometer funções que existem na concorrência há anos.

Copiar-e-colar, conexão sem fio entre celulares, Bluetooth estéreo, MMS, teclado na horizontal, sincronia de anotações, integração com calendários. São bem-vindos por quem usa um iPhone, mas apenas a obrigação da Apple, que diz ter o melhor celular do mercado.

Vale destacar a navegação automática de mapas, desejada por quem quer transformar o iPhone 3G em um GPS automotivo, mas que por questões contratuais só funcionará com mapas de terceiros. Espere gastar mais para ter o benefício.

A gravação de vídeos, curiosamente, nem foi citada. Está esquecida, na gaveta de algum desenvolvedor em Cupertino.

Outras novidades são interessantes, como a busca integrada na linha da Spotlight do OS X, mas que só funciona offline (com exceção dos e-mails em IMAP) e nos aplicativos da Apple.

A quebra do limite entre a web e o celular é um dos potenciais do Pre, no qual não há diferença entre a busca por um contato na memória do aparelho ou o mesmo termo na Wikipedia ou Google. Torça para que essa busca seja aberta a terceiros e imagine a integração de serviços como Google Docs, Orkut, Flickr, Wordpress.

O iPhone 3.0 é perfeito para os desenvolvedores, que ganharam formas de cobrar por conteúdo extra dentro de seus programas, a partir de download e pagamento dinâmicos. Em um game, por exemplo, será possível oferecer novos níveis no momento em que o usuário chegar ao fim, baixando e pagando na hora. O modelo só vale para softwares comprados.

De fora continua a multitarefa, mas a Apple ressuscitou as notificações para aplicativos, prometidas para setembro do ano passado e desde então esquecidas. Elas exibem números de itens (mensagens não lidas, por exemplo), avisos em áudio e mensagens no centro da tela e alertas persistentes que exigem uma ação, como os alarmes e torpedos atuais. A Apple justifica a falta da multitarefa com a queda de até 80% da autonomia da bateria, estudada em aparelhos com Android, Windows Mobile. As notificações do iPhone consumiriam apenas 23%. Quem usa um celular da concorrência está acostumado a ter vários progamas rodando em paralelo, com bom desempenho e bateria. O cuidado da Apple é louvável, mas não compensa a falta do processo no iPhone.

A versão 3.0 também acaba com a sincronia de funções entre os modelos do celular. O iPhone original não terá o MMS ou Bluetooth estéreo. Segundo a Apple, as mensagens multimídia não são suportadas pelo chip de rádio do aparelho. O firmware será gratuito para qualquer modelo do celular, mas pago para o iPod Touch.

A Apple ainda tem uma chance de se redimir em julho, quando deve lançar o novo iPhone. Câmera melhor, mais memória e hardware rápido são possibilidades. Mas o anúncio de hoje já delimita o que ele poderá fazer - a não ser que a Apple ouça as críticas e o altere radicalmente.

Facebook Connect une celular e rede social no iPhone e iPod Touch

Facebook_connect_futuro.vc

A comScore, consultoria norte-americana de internet, lançou hoje um estudo com números que mostram a popularização do acesso móvel à web nos EUA. De todos, o que mais impressiona é o uso de redes sociais, blogs e informações financeiras no celular. Entre janeiro de 2008 e 2009 o número de acessos diários cresceu 427%.

Quase em simultâneo, o Facebook anunciou no fim de semana no badalado SXSW a chegada do Connect para o iPhone/iPod Touch. Com ele, desenvolvedores podem integrar seus aplicativos para a App Store com a rede social, levando o social graph do usuário para o bolso.

É difícil não pensar nas interações entre os usuários de um celular ao desenvolver um aplicativo. Com GPS e acesso rápido à web, os aparelhos estão prontos para isso. Mas é inviável criar uma rede social do zero, formada apenas por quem usa o software. Bem melhor é contar com os 170 milhões de usuários ativos do Facebook.

Imagine baixar um aplicativo de sugestão de restaurantes e com seu login do Facebook descobrir imediatamente o que seus contatos escolheram. Instalar um game e criar rankings instantâneos, ou compartilhar resenhas de filmes que viu com seus amigos e família. Tudo isso já é possível nos primeiros aplicativos com suporte ao Facebook Connect, que de quebra espelha a produção de conteúdo no celular na rede social, garantindo que seus contatos tenham acesso à informação a partir do computador.

Com o Connect fica claro que o celular não é apenas um veículo poderoso para consumir os updates dos seus contatos, mas se tornará o principal meio de entrada de dados na rede social, em texto, vídeo, foto ou áudio, com geotagueamento e atualizado em tempo real. É hora de publicar as fotografias do show enquanto ele acontece, sabendo quais contatos também estão ali e conhecendo sua experiência.

Firmware 3.0 do iPhone sugere novo celular em julho

A Apple acordou. Depois de meses colhendo os louros do lançamento bem-sucedido da App Store, mas vendo a concorrência chegar mais perto com seus modelos com interface sensível ao toque, Steve Jobs e cia. preparam o terreno para a atualização anual do seu celular.

O primeiro aviso é a chamada para a apresentação da versão 3.0 do firmware do iPhone, em 17 de março. Fala-se que ela trará MMS e uso do celular como modem para notebooks. E é apenas o começo.

Repare na data do preview do firmware 2.0 do iPhone: 7/3/2008. Cinco meses depois, em 11 de julho, foi lançado oficialmente com suporte ao iPhone 3G, que chegava ao mercado.

As datas falam. Novo iPhone em julho? Essa é a minha aposta.

Mozilla e Skype defendem jailbreak no iPhone, condenado pela Apple

iphone3gclose_futuro.vc

Há uma batalha silenciosa pelo futuro do iPhone. O celular mais importante dos últimos anos deve, ou não, ter liberdade restrita na relação com aplicativos de terceiros? A Apple pediu ao Escritório de Direitos Autorais dos EUA que inclua na DMCA, a lei norte-americana de proteção ao copyright digital, a proibição ao jailbreak do iPhone.

Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, explica que há uma revisão da DMCA a cada três anos para qualquer adaptação necessária. “Assim foi criada a exceção que permite o desbloqueio dos celulares para que eles se conectem a qualquer operadora”.

O jailbreak é o processo que abre o celular para receber softwares que não foram autorizados pela Apple. Ao mesmo tempo que isso garante a instalação de conteúdo pirateado da App Store ou desbloquear o iPhone, permite que o consumidor use seu celular para funções desautorizadas oficialmente pela Apple. Geração e gravação de vídeos, armazenamento de arquivos, copiar-e-colar e controle das listas de torpedos e ligações feitas são apenas algumas das opções habilitadas pelo jailbreak.

Dias depois do pedido da Apple, a Fundação Mozilla e o Skype apoiaram a Electronic Frontier Foundation, que imediatamente saiu em defesa do jailbreak. Sua posição está vinculada à garantia de interoperabilidade do celular com outras redes, softwares e aparelhos.

A escolha é do consumidor. Com o iPhone, a Apple segue o modelo fechado do iPod, definindo um ecossistema próprio para a sincronização de dados, compra de conteúdo e assinatura do que pode ser oferecido. Ao mesmo tempo em que oferece uma plataforma confortável para os usuários, pode limitá-los no que podem fazer com os eletrônicos comprados.

Categorias